A carreira de Catarina no mundo das artes começou cedo,


quando aos 9 anos entrou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa, onde terminou o curso e saiu diplomada aos 18. Depois de ter ganho uma bolsa de estudo do Centro Nacional de Cultura para fazer um espectáculo enquanto bailarina e coreógrafa, sofreu uma lesão lombar e foi obrigada a fazer uma pausa na dança.
Foi nessa altura que, inspirada pelo entusiasmo que o seu pai tinha pela profissão de jornalista, decidiu concorrer ao CENJOR . Fazia parte do curso de jornalismo a frequência de um estágio num órgão de comunicação social, tendo a escolha recaído na Correio da Manhã Rádio. Depois do estágio, foi contratada pela estação radiofónica e inicia a sua experiência profissional nesta área. Em 1992 é desafiada para apresentar o programa de televisão Top Mais, emitido pela RTP. Começa aqui a sua incursão neste meio. É convidada para fazer parte da primeira estação privada de Portugal, a SIC, para apresentar a versão portuguesa da MTV. Na SIC seguem-se programas de sucesso como, entre outros, Chuva de Estrelas ou Caça ao Tesouro.


A vontade de representar (suscitada ainda no Conservatório pelas aulas de expressão dramática com o professor João Mota) faz com que decida experimentar o teatro e o cinema. Depois de ter participado em duas curtas-metragens, Catarina decide ir viver para Londres para estudar na London International School of Acting. A partir daqui a sua carreira enquanto actriz ganha novos horizontes e protagoniza outras curtas e a primeira longa-metragem: Fátima. Seguem-se Anjo da Guarda, Pesadelo Cor-de-Rosa e Maria e as Outras.


A par do cinema, a apresentação de programas em televisão continua com Geração Fantástica, Pequenos e Terríveis, Catarina.com e galas em directo, como por exemplo as dos Globos de Ouro. Catarina fez também entrevistas, em Londres, Paris e Los Angeles, a figuras como Patrick Swayze, Sandra Bullock, Arnold Schwarzenegger, Kevin Spacey, Ralph Fiennes, Jeff Goldblum, Harrison Ford, Kevin Costner, Sharon Stone, Woody Allen, Spike Lee, entre outros.


Catarina vai conciliando a apresentação com a ficção, também em televisão. É protagonista dos telefilmes A Noiva e O Lampião da Estrela, faz participações especiais em várias séries, como Cruzamentos, Jornalistas, Uma Aventura e é protagonista da telenovela Ganância em 2001, na SIC. Já na RTP, seguem-se as séries A Ferreirinha, Liberdade 21 e, mais recentemente, a aclamada Cidade Despida, onde Catarina foi nomeada para a categoria de melhor actriz dramática no Festival de Monte Carlo e no Festival de Seul.


Em 1999 surgiu um dos grandes papéis da vida de Catarina Furtado: foi nomeada, pelo então Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). A partir daí é seu dever promover o direito de cada mulher, homem e criança, a viverem uma vida saudável e sem desigualdades sociais.


Inspirada pela sua missão voluntária de ser Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA, Catarina desenvolveu na RTP, em co-autoria com o realizador Ricardo Freitas, os projectos documentais Príncipes do Nada e Dar a Vida sem Morrer, onde, informando, incentiva os espectadores a exercerem a seus deveres cívicos apoiando aqueles que vivem com maiores necessidades em Portugal e no mundo em desenvolvimento. Na sequência do trabalho com a ONU e dos documentários que tem realizado, decide criar, em Janeiro de 2012, a Associação sem fins lucrativos, Corações com Coroa para promover em Portugal uma cultura de Direitos Humanos e cidadania, de Não violência, de Não discriminação e de igualdade de oportunidades para todos e todas, sobretudo meninas, jovens e mulheres que vivam em situação de vulnerabilidade e risco social.


Como fruto do seu trabalho, em 2005 é condecorada Comendadora com a Ordem de Mérito pelo Presidente da República Jorge Sampaio. Nunca este título tinha sido atribuído a uma pessoa tão jovem, Catarina tinha apenas 32 anos. Desde que está a trabalhar com a RTP (2002) Catarina apresentou duas séries do formato Operação Triunfo, três séries de Dança Comigo e ainda Quem Tramou Peter Pan?, A Voz de Portugal, Com Amor se Paga, entre muitos outros programas de entretenimento. Ao longo dos anos, tem sido apresentadora de inúmeras galas e Emissões Especiais. O seu curriculum profissional também tem passado pelo teatro: Estreou-se na peça Quase, no Teatro Aberto com o encenador João Lourenço, entrou em The Days Before, de Bob Wilson, Lucefécit, A Maçã no Escuro, Peer Gynt, co-produziu e protagonizou Loucos por Amor, e, mais recentemente, Transacções.


Catarina fez trabalhos de narração e dobragens. Como autora, apresentou programas de rádio, escreveu o argumento do telefilme O Buraco, crónicas na imprensa, o livro Os Meus Olhos de Afonso e letras para canções interpretadas por diferentes cantores e bandas. O papel mais importante da sua vida é mesmo o de ser mãe de Maria Beatriz e de João Maria, frutos do casamento com o actor João Reis.

Em 2009, o Biography Channel produziu uma biografia de Catarina Furtado, que pode ser vista na íntegra aqui.





Apresentadora

Catarina Furtado é uma das personalidades mais versáteis da televisão portuguesa.

Actriz

A carreira de Catarina passa também pela sua vertente de actriz, com trabalhos de representação em televisão, teatro, dobragens e narrações.

Autora

Catarina é autora de programas de rádio e co-autora de programas de televisão. Já escreveu crónicas, um livro, um argumento e várias letras de canções.

Embaixadora UNFPA

Em 1999 Catarina Furtado foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População.

Documentarista

Catarina Furtado apresenta e é co-autora, juntamente com Ricardo Freitas, de dois projectos exibidos na RTP em formato de documentários humanitários: Príncipes do Nada e Dar Vida sem Morrer.

Associação Corações com Coroa

Corações com Coroa é uma associação sem fins lucrativos, criada por Catarina Furtado, Ana Magalhães e Ana Torres em Janeiro de 2012. Tem como objectivo central promover uma cultura de solidariedade e inclusão sócio-afectiva das pessoas em situações de vulnerabilidade, risco e pobreza.

Imagem

Catarina começou a trabalhar aos 19 anos e já completou 21 anos de carreira.

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